Política | Pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Leite concede entrevista à Gazeta do Jacuí

O pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Leite (PSDB), participou do Programa Região por Dentro do Rádio da Gazeta do Jacuí FM na manhã da segunda-feira (16).

Leite iniciou a participação se apresentando aos ouvintes, destacando sua trajetória política, como prefeito de Pelotas entre 2013 e 2016. Ressaltou que conseguiu eleger sua sucessora, Paula Mascarenhas, com 60% de aprovação (ela obteve 59,86% dos votos válidos), ainda no primeiro turno.

“O resultado do nosso governo em Pelotas nos fez ser a única das cinco cidades do Estado (que possuem 2° turno) que o prefeito ajudou a eleger o sucessor. Diante disto, o PSBD, me convidou ou me convocou a esta missão. A partir daí, começamos a discutir projetos para o Estado. Constituímos um movimento suprapartidário, chamado de “Rumos para o Rio Grande”, reunindo técnicos e especialistas para discutir as grandes áreas que são preocupações da população gaúcha, como segurança, saúde e educação, mas também voltado a gestão e finanças e políticas para o desenvolvimento do Estado”, disse o pré-candidato.

Uma das prioridades de Leite, caso eleito é recuperar o animo do gaúcho, com perspectiva no futuro do Estado. “Precisamos colocar ordem nas contas do Estado, fazendo que os serviços sejam prestados, com projeto que anime os gaúchos e os investidores em relação aos seus futuros”, emendou.

ECONOMIA - Questionado em como buscar soluções para os problemas econômicos do Estado, Eduardo Leite utilizou sua experiência como prefeito, dando exemplos de políticas que deram resultados positivos. O pré-candidato se mostrou animado com o potencial do Estado. “Minha experiência como prefeito foi de governar nas dificuldades. Em Pelotas aprendi que o governo precisa escolher bem suas responsabilidades. Hoje o Rio Grande do Sul é um estado pesado para o empreendedor, por exemplo. Precisamos reduzir custos como o da logística, que está acima da média nacional. Quem empreende, tem que enxergar no RS que a burocracia não atrapalha, que temos infraestrutura que reduz os custos, atraindo as empresas para gerar emprego e renda aqui”, disse.

“Precisamos fazer reformas significativas na máquina administrativa. Temos no RS uma das piores situações fiscais do país. Gastamos muito mais do que arrecadamos”, enfatizou Eduardo Leite.

SEGURANÇA - Eduardo criticou os modelos de gestão dos últimos governos no quesito segurança. “Deixam para investir em efetivo nos últimos anos, fazendo contratações de última hora. Isso é errado, tem que ser revisto. É necessário um planejamento ao longo dos quatro anos. Precisamos discutir também, o sistema penitenciário. Hoje servem como espaço de formação de mão-de-obra para o crime e não como recuperação de alguém que vai voltar a conviver na sociedade. Temos que tratar políticas integradas com os municípios, especialmente no tratamento da prevenção de violência para evitar o agravamento dos quadros de insegurança”, colocou o pré-candidato, que tem no delegado Ranolfo Vieira Junior (PTB) o seu companheiro de chapa no sonho de governar o Estado.

Leite quer reduzir os índices de reincidência dos apenados. Apresentou exemplo que aplicou em Pelotas. “Utilizamos a mão-de-obra prisional para reformar unidades de saúde, qualificando esses apenados para a construção civil e oportunizando a reinserção no convívio social após o cumprimento das penas”, ressaltou.

ATRAÇÃO DE EMPRESAS – “Antes de atrair empresas, não podemos perder as que já temos no Estado. Estamos empurrando os empreendedores para fora do RS. Tenho visitado muitos locais e acompanhando relatos de pessoas que estão pensando em sair do Estado ou que já estão realizando investimentos de ampliação longe daqui. Precisamos melhorar e dar ênfase na infraestrutura, qualificação de mão-de-obra, custos menores e redução de carga tributária. Essas são nossas prioridades para viabilizar investimentos”, informou Eduardo.

ESTATAIS – Precisamos ter clareza que o que é público não precisa necessariamente ser estatal. Usou o exemplo da CEEE. Disse que o processo de privatização deve ser discutido com a população, com tranqüilidade e respeito aos servidores. Sobre a Companhia Riograndense de Mineração – CRM de Minas do Leão, defendeu que deve ser mantida pela iniciativa privada. “É uma empresa que pode ter maior eficiência se estiver nas mãos da iniciativa privada”, concluiu.