Charqueadas | Vereadores aceitam representação por quebra de decoro parlamentar contra Claudionor Nilson "Nenê"

A Câmara de Vereadores de Charqueadas analisou na noite desta quinta-feira (15), três processos administrativos de quebra de decoro parlamentar do vereador Claudionor Nilson "Nenê" - PDT. Foram discutidos os processos 698/2017, 007/2018 e 008/2018. O primeiro aberto por Marta Elaine de Freitas, o segundo por Liliza Ribeiro e o terceiro por Itamar Goulart.

As denúncias são referentes a um episódio ocorrido no mês de novembro de 2017. Na ocasião, o vereador Claudionor Nilson encaminhou um áudio contendo uma injúria racial a Itamar Goulart Souza, servidor penitenciário. Segundo Itamar, a mensagem com conteúdo racista e ataque a categoria dos agentes penitenciários foi encaminhada a ele pelo próprio parlamentar no dia 23 de novembro.

Na gravação de 31 segundos, o parlamentar fala da manifestação que seria realizada na ERS-401, no dia 24, onde o grupo liderado pelos agentes penitenciários acabou bloqueando o trânsito, para chamar atenção das autoridades pela manutenção e melhorias da estrada. No áudio, o vereador fez críticas ao líder do movimento, Itamar, aos agentes penitenciários e citou ainda, o vereador José Francisco “Chiquinho”, que também é funcionário da Superintendência de Serviços Penitenciários - Susepe.

CONTEÚDO DO ÁUDIO:  “Eu passei pra ele aquela foto que saiu no jornal, aqui da lombada, né, e botei esse que tu botou aqui da Rádio Gazeta, também junto. Ele vai entender o recado. Procurei as autoridades, mas não foi capaz de dizer que alguma coisa foi feita, né? Mas é sempre assim, aquele “nego” eu já tinha visto a cara dele lá. Isso ai é “acomunado” lá com o Chiquinho, aquela tropa de sem vergonha, mas eles vão vir de novo. Beijo”.

ABERTURA DE COMISSÃO – Na sessão ordinária, o vereador Claudionor sofreu três derrotas. Todos os processos administrativos foram acatados pelos parlamentares, mesmo com parecer indeferido pelo Jurídico da Casa para o de n° 698/2017, por não atender todos os requisitos necessários. A aceitação da representação ocorreu de forma unânime, com onze votos, sendo que o acusado (vereador Claudionor) e o presidente da Casa Legislativa (vereador Ubiratan Amaral “Bira”) não votaram por questões regimentais. O vereador poderá perder o mandato conforme o decorrer do processo. O vereador Claudionor acompanhou todas as manifestações em silêncio.

COMISSÃO – A comissão responsável pelo andamento do processo foi definida por sorteio. O presidente da Casa ressaltou o Regime Interno, destacando a necessidade de pluralidade partidária. Os vereadores Claudionor (acusado), José Francisco Silva da Silva “Chiquinho” citado no processo e Ubiratan Amaral “Bira” (presidente da Casa), não participaram do sorteio. Ficou definido que o vereador Douglas Tramontini “Tio Xico” do PMDB será o presidente, a vereadora Pamela Lemos do PDT a relatora e o vereador Jozi de Marins “Esporinha” do PSB o membro integrante. Logo após a definição da composição, o vereador Bira anunciou reunião para às 9h de sexta-feira (16), com o departamento jurídico da Câmara. Bira frisou ainda, que o vereador denunciado terá direito a ampla defesa e ao contraditório, com acesso a todos os documentos/denúncias do processo.