Charqueadas | Projeto Mina Guaíba pode gerar impacto de 4% no PIB Gaúcho

O Projeto Mina Guaíba, que visa a mineração de carvão mineral, areia e cascalho, localizado nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas foi o tema do Programa Linha Direta da Gazeta do Jacuí FM na segunda-feira (08).

Atualmente a pauta está em processo de licenciamento junto ao órgão ambiental, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM). A concepção do projeto está sendo elaborada desde 2013 e pode vir a impactar positivamente em 4% no Produto Interno Bruto – PIB do Estado do Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo Gerente de Sustentabilidade da Copelmi, Cristiano Weber, durante entrevista a emissora.

O investimento poderá ultrapassar a casa dos R$ 300 milhões apenas na parte da Mina. Para concretizar o projeto, Cristiano afirmou que é necessário o diálogo. “Fazer o que estamos fazendo agora, demonstrar para a sociedade que estamos falando de um processo diferenciado para o uso do carvão. Não se minera e nem se usa mais como era no século XIX na revolução industrial. O carvão se modernizou, tem outras tecnologias e precisamos demonstrar isso para a sociedade. Eu já apresentei o estudo de impacto do projeto 14 vezes. Nós temos ainda mais três apresentações agendadas para até a semana que vem. Para mostrar a sociedade que é um projeto moderno”, disse.

Para as comunidades que se localizam em áreas de futura mineração, serão concebidos Planos de Reassentamento. “As ações serão desenvolvidas por processos participativos com envolvimento direto das pessoas assessoradas e assistidas de maneira que possam se sentir em plenas condições de justa negociação para mudanças. Os planos de reassentamento serão criados visando atender tanto as questões de moradia, atividades produtivas, bem como acesso a serviços e equipamentos públicos e comunitários”, ressaltou Weber.

O gerente de sustentabilidade revelou que a Copelmi foi até a Alemanha para conhecer as experiências do país na mineração. “Conhecemos três minas da RWE, a menor delas faz um trabalho de mineração três vezes maior do que a que pretendemos operar na Mina Guaíba. Está é uma mineração já dominada. A Copelmi tem uma experiência de mineração superior a 100 anos. A gente domina essa técnica e fomos aprimorar nessa missão na Alemanha”, disse.

Cristiano acredita que a Licença Prévia para a Mina Guaíba possa ser garantida ainda em 2019. “Depois temos mais um ano para desenvolver o projeto e obter a Licença de Instalação e então começarmos a operar. Estamos imaginando um cenário de três anos e meio a partir deste ano para começar a operar”.

Questionado sobre os riscos ambientais do projeto, Cristiano respondeu que a empresa possui tecnologias necessárias para mitigar, prevenir e compensar. “Estamos a 1,5 quilômetros do Rio Jacuí, a 500 metros do Parque Estadual do Delta do Jacuí e todos os estudos existem para que essas áreas sejam preservadas. O beneficiamento do carvão, por exemplo, será feito em circuito 100% fechado”, garantiu.

A Copelmi promete trabalhar com inovações tecnológicas que garante a não utilização de barragens de rejeitos. “Nós vamos utilizar uma tecnologia de remoção da unidade de rejeito, que ele fique seco e seja transportado para o fundo da cava da mina, onde ele originalmente se encontra no meio carvão. Não existe possibilidade alguma do Projeto Mina do Guaíba ter uma barragem de rejeitos” disse Weber.

Cristiano deixou o site da empresa, que trata diretamente do assunto do projeto de mina. O endereço é www.projetominaguaiba.com.br