Charqueadas | Presídio Federal só depois de licitação

O primeiro Presídio Federal do Rio Grande do Sul, em Charqueadas, não vai ficar pronto até dezembro deste ano. A informação foi trazida pelo diretor da Federação dos Servidores Públicos do RS, Cristiano Fortes, que reside em Charqueadas.

A conclusão em curto espaço de tempo seria possível se o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizasse o uso de estrutura pré-moldada, com monoblocos, na construção, não havendo necessidade de licitação. Como houve a negativa por parte do TCU, agora haverá necessidade de ser feita topografia da área de 25 hectares, à margem da ERS-401, e logo depois será aberto o processo de licitação.

Assim que for divulgado o vencedor do certame, o prazo para conclusão da obra é de 12 meses. Cristiano disse que a obra trará benefícios para o município, pois serão contratados profissionais da área da construção civil para erguer o presídio, entre 200 a 300; haverá terceirização de serviços como de lavanderia, alimentação e manutenção, e de efetivo, virão 300 agentes funcionários, entre agentes e profissionais que atuarão na casa prisional federal.

CAPACIDADE - O presídio federal terá capacidade para receber 218 presos de alta periculosidade. São líderes de facções ou grupos criminosos perigosos demais para ficarem em seu estado de origem, uma vez que o presídio estadual não oferece todas as condições de segurança necessárias para impedir que mantenham liderança sobre seu grupo.

O investimento será de R$ 42 milhões. A obra acontecerá em uma área de 25 hectares às margens da ERS-401, em Charqueadas, Região Carbonífera. Muitos municípios e estados se dispuseram, inicialmente, a aceitar abrigar os presídios federais anunciados pelo presidente Michel Temer, mas "uma campanha insidiosa e desinformada indispôs a população contra essa iniciativa", apesar de não haver registro, segundo ele, de nenhum município sede de prisões federais que tenha tido aumento de criminalidade. "Até porque, de dentro de um presídio federal, ninguém, até hoje, escapou", salienta. Esse foi o caso de Eldorado do Sul, cuja prefeitura, inicialmente, aceitou sediar a casa prisional, mas desistiu após perceber a contrariedade dos moradores a respeito.