Charqueadas | Audiência Pública debate o projeto Mina Guaíba

Mais de 600 pessoas lotaram o Clube Tiradentes na noite da última quinta-feira (15) para participar da Audiência Pública sobre o projeto Mina Guaíba. 

O projeto leva o nome de Guaíba, pelo fato de ocupar uma área que antes pertencia ao município de Guaíba e hoje faz parte das cidades de Charqueadas e Eldorado do Sul. A audiência foi organizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Rossler (Fepam).

Se entrar em execução, a mina do Guaíba irá gerar mais de mil empregos diretos e fazer com que o carvão volte a ser protagonista do cenário econômico regional. O investimento poderá ultrapassar a casa dos R$ 300 milhões.

Em entrevista para a Rádio Gazeta do Jacuí, Cristiano Weber, Gerente de Sustentabilidade da Copelmi  esclareceu sobre as comparações do projeto Mina do Guaíba com o caso de Brumadinho, que teve sua barragem rompida e causou a morte de mais de 200 pessoas.

“Essa confusão que o projeto Mina Guaíba possa se tornar um novo Brumadinho está se tornando cada vez menor. As pessoas estão conseguindo entender que é um processo diferente, aqui existem inovações tecnológicas que a Copelmi está tratando e que garante que não haverá nenhuma barragem de rejeitos. Nós vamos utilizar uma tecnologia de remoção da unidade de rejeito, que ele fique seco e seja transportado para o fundo da cava da mina, onde ele originalmente se encontra no meio carvão. Não existe possibilidade alguma do Projeto Mina do Guaíba ter uma barragem de rejeitos” disse Weber.

DETALHES - “As pessoas estão querendo saber mais sobre este projeto, pois é algo grande e muito importante. Sempre tem pessoas que se manifestam favorável ou contra, isso faz parte do processo. Hoje foi mais uma das oportunidades das pessoas serem ouvidas e colocar suas sugestões e preocupações. Isso irá garantir que o resultado final de uma possível implantação do empreendimento seja bem sucedido”, explica Weber.

 

O gerente de sustentabilidade também revelou para os ouvintes da Rádio Gazeta do Jacuí como será utilizado o carvão caso após a fase de operação, que pretende contar com investidores estrangeiros que estão atentos ao projeto.

“A Copelmi está desenvolvendo sozinho o projeto de mineração. Já a parte do Polo Carboquimico, que irá pegar o carvão dessa mina e processar para fazer gás natural e outros produtos químicos, inclusive fertilizantes, serão empreendedores estrangeiros, que já estiveram aqui sabendo das condições para desenvolver aqui o projeto”, disse Cristiano

 

MEIO AMBIENTE - Representantes da Fepam estiveram durante a audiência.  Renato Chagas, Engenheiro Químico falou para a Gazeta do Jacuí.

“Nós levaremos as colocações para a nossa equipe de analise e enriquecer o processo de licenciamento. Vamos está com o protocolo aberto por quinze dias, caso alguém deseje fazer outra manifestação, depois disso as diferentes áreas iniciam a trabalhar para ter um parecer reunindo questões referentes ao meio biótico, meio físico, questão do meio antrópico”- explica o engenheiro.

Segundo Renato Chagas essa etapa não é para deliberar o projeto, pois ainda é uma fase de analise que permitiu que a sociedade conhecesse o projeto proposto pela empresa.

Para Cristiano Weber, a empresas espera obter as licenças necessárias até 2020. “Nossa expectativa é bastante positiva, estamos a quatros anos estudando sobre isso. Estamos em busca de licença prévia, a segunda licença seria a licença de instalação. Nós não podemos falar pela Fepam, que tem competência de emitir as licenças, mas nós temos expectativa de estarmos aptos a começarmos a instalação dessa mina até o final de 2020 e de iniciar a fase de operação até 2023”, explica Weber.